Na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, diretor da Mara destaca avanço do nivelamento de áreas no oeste baiano e apresenta soluções para correção topográfica

Consolidada na Europa e em várias regiões do mundo, a gestão de solo e água por meio do nivelamento ainda é assunto novo no Brasil, mas já encontra na Bahia um ambiente favorável para crescer. A avaliação é do engenheiro mecânico Nelinho Pozza, diretor da Mara na América do Sul, fabricante ítalo-brasileira especializada em movimentação de solo e gerenciamento de água. A empresa marca presença na 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães – BA até sexta-feira, 13.
“O nível técnico do produtor da Bahia é mais avançado do que no resto do Brasil. Conhecem mais sobre tecnologia, são mais abertos às novidades, têm menos medo e resistência. Isso, aliado ao fato de que normalmente são capitalizados, torna a região muito propícia para marcas disruptivas como nós”, apontou o porta-voz da marca durante o evento.
No estande, a Mara exibe sua linha completa de máquinas – niveladoras, scrapers e envaletadeiras, e sistemas de controle a laser e RTK, garantindo precisão exclusiva no mercado. A marca traz ainda um lançamento para a construção civil.
Para Nelinho, a trajetória do cerrado brasileiro serve de referência. “Há algumas décadas, pessoas diziam que o cerrado brasileiro era improdutivo. Hoje, o Centro-Oeste figura entre as regiões mais produtivas do Brasil. Em cerca de 40 anos os produtores mudaram a realidade dessa região. E isso com certeza passa pelo investimento em tecnologia e inovação”, afirma.
A Bahia concentra grande volume de áreas em abertura, expansão ou conversão, seja da pecuária para lavouras, ou da pecuária tradicional para sistemas de alto rendimento, por exemplo. Nesse contexto, a correção topográfica deixa de ser diferencial e passa a ser requisito.
“Mais do que ajuda, é necessário. E os produtores daqui sabem bem disso. Eles conhecem de perto os problemas das suas terras. E, o mais importante, têm interesse e disposição para resolvê-los”, observa o diretor. “Quando a gente apresenta nossa tecnologia para um produtor novo, é nítido o encantamento ao visualizar tudo que ele pode melhorar na sua lavoura a partir da correção topográfica. Ele já sabia o que tinha que fazer, só não sabia como ou com quais equipamentos. É aí que a gente entra.”, completa.
Além do arroz
A associação entre niveladoras e rizicultura ainda persiste no imaginário do setor mas segundo o diretor, as tecnologias oferecidas já extrapolaram há muito o nicho do arroz irrigado. “Alguns pensam que nossos produtos só servem para o arroz, mas aqui na Bahia já temos algumas dezenas de equipamentos rodando, sem ter nenhum pé de arroz plantado. Eles usam para soja, milho, algodão, e estão muito satisfeitos. Especialmente nos pivôs e para rotação de cultura, o que é muito comum por aqui”, exemplifica Nelinho.
O ganho operacional é confirmado por quem já utiliza o equipamento na região. Produtor em Luís Eduardo Magalhães e no Paranã (TO), Fábio Rüdger conta que empregou a niveladora com sistema RTK da Mara na preparação de áreas novas, onde a irregularidade do terreno costumava dificultar o plantio e a colheita. Após cerca de 120 dias de operação contínua, Fábio diz ter se surpreendido com o resultado.
“À primeira vista, eu não acreditava. Mas a gente adquiriu, fizemos um teste. Trabalhamos 24h durante 120 dias. E aí veio a surpresa. Principalmente na eficiência operacional. Depois que você usa a máquina da Mara, o benefício fica claro. Você aplica em 10% da área e, depois, vai querer levar para 90%, porque ela entrega o que promete. Na hora da colheita, você percebe o ganho. A colheitadeira trabalha muito mais leve, mais rente ao solo. Reduziu muito as perdas na colheita”, relata o produtor.
Lançamento para infraestrutura
Além das aplicações na agricultura, a Mara aproveita a Bahia Farm Show para lançar o Mini Grader MG-20, implemento de correção topográfica voltado ao mercado de infraestrutura e construção civil. O equipamento foi desenvolvido para operações de nivelamento em obras de estradas, galpões, silos, pátios e pistas de pouso, entre outras frentes.
De acordo com a empresa, a correção topográfica com precisão pode proporcionar economia de até 20% de concreto, além de reduzir em cerca de 15% o tempo da operação e consumo de combustível. A proposta também busca reduzir a dependência de nivelamento manual nas etapas finais da obra, aumentando a produtividade e a padronização dos resultados.
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